Capacitação como Instrutora de Shantala

Capacitação como Instrutor(a) de Shantala – 

Vagas Limitadas!!! 
Inscrições até 16/12

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Este curso busca capacitar o(a) profissional para ministrar curso de Shantala (massagem em bebês) para Mães, Pais e Cuidadores em geral. Possibilita trabalhar como professor(a) particular, montar grupos de mães para aplicação da Shantala com frequência semanal ou ainda a realização de oficinas em ambientes empresariais e outros espaços.

Ministrado por profissionais com larga experiência no mercado, traz desde bases científicas da massagem até a técnica minuciosamente ensinada e treinada durante o curso.

Este curso fornece certificado e apostila eletrônica.

Veja o programa:

História da Massagem

Benefícios da Massagem

Qualidades do Massoterapeuta

Público alvo

Formas sugeridas de trabalho

O bebê de 1 mês

A mulher no pós-parto

Maneiras de nascer

Parto Natural

Parto Normal Hospitalar

Cesariana

Indicações reais de cesariana

Intervenções

Efeitos do Parto para a mulher

Depressão pós-parto

O Pai, as Avós, a Babá

Ensinando Shantala para grupos

História da Shantala

Filme: Shantala

Benefícios da Shantala

Dicas Específicas

Técnica

(com parte prática intensa)

Banho de Balde

(com parte prática e filme)

Sling

Toque de Borboleta

Shantágua

Preços, Duração, Marketing

Duração do curso: 3h

 

Apoio
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Data – 21/12
Duração – Das 10hs as 13hs
Interessadas entre em contato pelo email – liszili@yahoo.com.br ou pelo telefone 11-98266-3459 Lili Szili

A triste história de Mara-Maravilha e um sistema público de saúde falido

 

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Seu nome fictício por proteção é Mara. Menina-moça de cabelos negros que aos 15 anos gesta seu menino David. 

Moradora de Paranoá – DF, Mara procurou atendimento no Hospital Regional do Paranoá após passar a noite com fortes dores, recomendação do SAMU que a atendeu durante a madrugada. 

Chegou ao hospital as OITO da manhã, fez a ficha e ficou aguardando atendimento. As 15hs, Mara, menina-moça, ainda esperava na fila, faminta. Passaram-se SETE HORAS e nada de ser atendida. Para uma gestante, não é acpnselhável ficar mais de 3 horas sem comer. Mara então deixou a mãe na fila em seu lugar, e foi até a casa da sogra para almoçar. Foi exatamente nesse único momento fora, que Mara foi chamada para a consulta. A mãe ligou pedindo para que ela retornasse correndo para o atendimento, mas quando Mara chegou, seu nome tinha sido retirado do sistema, mesmo com sua mãe ali guardando sua vez. Ela foi orientada por uma profissional do hospital a voltar para o início da fila, abrir uma nova ficha e esperar mais o tanto que esperou no começo do dia. Revoltada com essa burocracia hospitalar e esse sistema de saúde falido, Mara-Maravilha teve uma crise de fúria! 

Furiosa, dizem que a menina-moça quebrou um computador e agrediu uma vigilante. A mãe de Mara, aflita tentando acalmar a filha andava de um lado para o outro sem parar. 

Eis então que chegou  a justiça, pronto!!! Mara teria seus direitos especiais atendidos, viva! Um direito por ser gestante e outro por ser menor de idade. Mas não foi isso que aconteceu…

A polícia chegou e tentou acalmar a situação, sem êxito. Pediu a menina para acompanhá-los até a delegacia local. Mara se negou a entrar na viatura. Eles insistiram novamente para que ela entrasse no banco de trás. Ela se negou novamente. Eles então a pegaram a força e tentaram colocá-la novamente. Ela resistiu. Chorando, ela pediu para que eles a soltassem pois estava nervosa, Mara queria voltar para casa. Foi então que a policia, para manter a “ordem” algemou Mara-Maravilha, menina-moça, gestante de oito meses usando a força bruta. Mara se debatia e gritava muito. Sua mãe assistindo a tudo isso pedia aos policiais para que a soltassem, pois Mara era menor de idade. Não sendo atendida, Mara é colocada no camburão violentamente. Sua mãe vendo a situacão caótica, pediu então para ir junto. O pedido a princípio foi negado. A policia pediu para que a mãe de Mara desse um “jeito” de chegar a delegacia por sua conta. Após muita insistência, a mãe conseguiu acompanhar Mara até a delegacia.   

Esse foi um dos muitos outros casos de negligência que acomete o nosso falido SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – SUS. 

Em um depoimento de voz suave, Mara nada lembra a suposta moça violenta que agrediu uma vigia e quebrou um computador. Ela lamenta muito por ter tido seus direitos violentados. Ficou furiosa com a injustiça. 

Mara conseguiu ser atendida em um posto de saúde após passar por todo esse stress. Recebeu a recomendação de repouso.

Mara-Maravilha foi acusada por ter cometido cinco atos infracionais análogos aos crimes de resistência, lesão corporal três vezes, ameaça, dano qualificado e duas vezes de desacato. 

O promotor da Infância e da Juventude Renato Barão Varalda reforçou que é ilegal transportar menores de idade nos cubículos das viaturas. Em caso de uma grávida, há risco de lesão ao bebê e a própria integridade física da mãe. 

Os policiais podem responder por abuso de autoridade com punição civil e penal decretada pelo juiz, além de sansão administrativa. 

A Comissão dos direitos humanos se pronunciou dizendo que  faltou sensibilidade da equipe hospitalar. 

O nome de Mara-Maravilha é fictício em respeito ao ECA. 

Enquanto o governo continua fechando os olhos para o povo, desperiçando o dinheiro de nossos impostos, Mara está otimista e ansiosa para o nascimento de seu primeiro filho David. Ela ainda não tem o enxoval completo, mas já conseguiu comprar o básico. 

Enquanto tudo isso acontece em um País super conceituado lá fora, eu fico aqui pensando… será que vai ser mais um caso de injustiça? 

Será que a justiça será feita?

Será que o sistema de saúde tem salvação?

Será que Mara-Maravilha, menina-moça irá receber desse País uma resposta positiva ou vai cair no esquecimento assim como tantos outros casos de violência contra a mulher? 

Enquanto aguardamos notícias desse caso, você mulher pode lutar por seus direitos também. Se é um direito nosso, é um dever do setor público!

Venha para a luta você também!

 

Noticias e fotos por Adriana Bernardes e Breno Fortes do Correio Braziliense – http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/11/06/interna_cidadesdf,397359/policiais-apreendem-adolescente-gravida-e-a-carregam-algemada-no-camburao.shtml

 

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/11/07/interna_cidadesdf,397648/especialistas-condenam-falhas-durante-apreensao-de-menina-gravida.shtml

 

As fotos são do Correio Braziliense

 

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Por mim, por você e principalmente por nossas filhas e netas

Texto de Gisele Leal do blog Mulheres Empoderadas – Vila Mamífera

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No próximo final de semana, dezenas de cidades Brasileiras sairão às ruas e praças numa festa coletiva e social pela Humanização do Parto e Nascimento.

E eu vou estar lá. Por mim, por você e principalmente por nossas filhas, noras e netas. Por nossas irmãs. Por nossas amigas. Por  toda mulher e bebê deste país.

Sim, é um discurso emocionado mas não é demagógico. É real e vivo. Corre nas veias. Corta e sangra quando sabemos de uma mulher, semi anônima, que nem conhecemos pessoalmente, mas que sofreu violência obstétrica.

É porque acreditamos que o nascimento deve ser o mais marcante dos momentos de um ser humano. E é por acreditar  que tanto a mulher (que nasce mãe) quanto o bebê que estréia na vida fora da barriga, merecem e tem o direito de serem os protagonistas de uma história que começa ali – no parto.

Portanto, junte-se a nós. Seremos milhares Brasil a fora. Humanização é direito! Não é favor! Já diz a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde! Não é invenção de ativista xiita e radical. É prática em países de primeiro mundo.

Se sua cidade  não está na lista abaixo, você mesma pode AGORA chamar uma marcha! É simples! Siga essas dicas que montamos no grupo de coordenadoras do Facebook:

1) Você precisa de algumas pessoas dispostas a ser a voz das mulheres e responder pelo movimento nacional e na sua cidade. Que tenham compreendido bem o assunto, falem bem, com segurança, pois provavelmente serão entrevistadas. Tem que ter o nome, fb, telefone e email dessas pessoas

2) Faça contato com a coordenadora local de alguma das marchas e peça pra ela te adicionar ao grupo nacional das coordenadoras. Se for uma coordenadora amiga sua fica mais fácil.

3) Informar o grupo nacional os dados de local horário e contato com imprensa pra incluir no release nacional.

4) Combine uma reunião (para ontem) com todos possíveis interessados em participar. Faça uma pauta com um check list dos itens a serem providenciados para acontecer o evento e para designar funções.

5) Crie um evento no facebook. Personalize a foto do perfil e a capa do evento com as artes disponibilizadas por todos.

6) Reunir o máximo de apoios de entidades e reunir esses nomes num documento armazenado na “nuvem” – criar uma planilha no googledocs e ir atualizando. Quem responde pela entidade tem que constar (com contatos). E alguém tem que se encarregar de atualizar esse documento. Nome, email, fb e telefone.

7) Se forem pedir doações, vakinhas, etc, tem que ter alguém responsável por receber doações para financiar os gastos e registrar tudo que for gasto, peçam recibo, para que possa ser ressarcido, se houver caixa.

Os cartazes da marcha anterior podem ser reaproveitados, mas outros podem ser feitos. Tem que ter gente disposta a confeccionar o maior número de cartazes para usar na hora. As faixas devem ser levadas!

9) Eleger alguém para cuidar da autorização da Prefeitura. Alguém precisa cuidar disso, garantir que estará tudo certo para o dia. Ligar pra lá, preencher o formulário, com antecedência

10) Eleger alguém para cuidar da confecção e venda das camisetas

11) Ter um membro para cuidar da assessoria de imprensa

12) estabelecer se será um manifesto informativo (entrega de panfletos para as pessoas em um local específico por exemplo), um manifesto para chamar atenção (passeata) ou um manifesto de reivindicação (entregar uma reivindicação por escrito – pode ter um abaixo assinado junto – a alguma entidade por exemplo)

13) Pilhar o grupo do evento com informações, artes, chamar o pessoal. Lembre-se: apenas uma parte das pessoas que confirmam presença comparecem!! Então quanto mais pessoas confirmarem, maior a chance de vc ter um evento cheio.

Atos já confirmados em 22 cidades!!!! Você não pode ficar de fora! Se sua cidade já tem um evento, participe! Se não tem, crie um evento e vá pra rua você também!

1 – Araraquara -https://www.facebook.com/events/707014605994548/

2 – Belo Horizonte -https://www.facebook.com/events/465060126941620/

3 – Brasília – https://www.facebook.com/events/178698022321957/

4- Campinas -https://www.facebook.com/events/326186724185152/

5 – Curitiba – https://www.facebook.com/events/167073640158727/

6 – Florianópolis-https://www.facebook.com/events/221552671338935/

7 – João Pessoahttps://www.facebook.com/events/353712911436870/

8 – Juiz de Fora -https://www.facebook.com/events/1412462085649625/

9 – Londrina -https://www.facebook.com/events/565447380176329/

10 – Natal – https://www.facebook.com/events/446411592146891/

11 – Porto Alegre -https://www.facebook.com/events/549724341764062/

12 – Recife -https://www.facebook.com/events/217041698464824/?fref=ts

13 – Ribeirão Pretohttps://www.facebook.com/events/658407787526852/

14 – Rio de Janeirohttps://www.facebook.com/events/473210959443408/

15 – Santo Andréhttps://www.facebook.com/events/223398434488755/

16 – Santos -https://www.facebook.com/events/386531998117122/

17 – São Paulo -https://www.facebook.com/events/529027977179780/

18 – Sorocabahttps://www.facebook.com/events/579757992059237/

19 – Ubatuba -https://www.facebook.com/events/221051008056055/

20 – Uberlândia -https://www.facebook.com/events/170920039774648/

21 – Vitória – https://www.facebook.com/events/193254990859547/

22 – Salvador -https://www.facebook.com/events/1425063891048305/

Sobre o autor

Gisele Leal

Bióloga, Doula, Orientadora Peri-natal, ativista pela humanização do parto, mãe de 4 :D

Sou Bióloga, formada pela Puc Campinas em 1997. Minha primeira filha, Beatriz, nasceu em 1998, e m 2007 nasceu o Arthur ambos de prováveis cesáreas desnecessárias. Em 2010 me vi grávida novamente, e inconformada com a notícia de que teria que agendar minha cesárea. Busquei informações, me preparei, me empoderei e assim, nasceu Catharina de um parto natural maravilhoso após 2 cesáreas, após 42 horas de bolsa rota e com parteira e doula num hospital em São Paulo. A experiência do parto mudou minha vida. Em apenas um mês do nascimento da Catharina escrevi um livro e publiquei o blog Mulheres Empoderadas. Menos de um ano após, larguei carreira de 14 anos na indústria onde eu atuava como gerente de qualidade, e vivia dividida entre as pontes aéreas e viagens internacionais e minha família. Então me capacitei como Doula pela ANDO – Associação Nacional de Doulas em abril de 2011, embora já acompanhasse eventualmente a gestação e parto de amigas e primas desde Outubro/2010, tamanha era a minha vontade de estar nesse meio. Ainda em 2011, inconformada com o modelo de assistência obstétrica no nosso país, reuni doulas, parteiras, mães e simpatizantes do movimento de humanização e juntas fundamos o MAHPS – Movimento de Apoio á Humanização do Parto em Sorocaba, elaborei o projeto Doula Social para ser implementado no SUS e comecei a atuar voluntariamente em um hospital público de Sorocaba. Em apenas 14 meses de MAHPS, idealizei e coordenei a organização de 2 encontros voltados à Humanização do Parto e Nascimento e um Encontro Nacional de Parteria Urbana, além de mais de 22 encontros do grupo de apoio à gestantes. Em 2012 fiz o curso de Formação em Parto Ativo com a Janet Balaskas, inglesa, precursora do conceito Parto Ativo e ingressei no curso de Obstetrícia da USP. Em julho de 2013 nasceu a Sophia, em casa nas mãos do pai, cercada pelos irmãos. Diferente da história da Catharina que foi uma história de empoderamento e superação, o parto de Sophia foi uma história de entrega, fé e aceitação.

www.mulheresempoderadas.com.br

giseleleal1976@yahoo.com.br

MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO 2013

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Famílias realizam Marcha pela Humanização do Parto
Ato pretende chamar atenção para a Humanização do Parto e apoiar profissionais de saúde e Instituições Púbicas e Privadas que seguem as evidências científicas atuais, as recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde.
No próximo sábado e domingo (19 e 20 de outubro), a partir das 9 horas da manhã, famílias, ativistas e profissionais de Saúde farão manifestos em diversas cidades do país em prol da Humanização do Parto.
A iniciativa partiu de grupos de mulheres que se articularam via rede social depois de alguns episódios contrários ao trabalho de profissionais de saúde e Instituições Públicas e Privadas que atuavam de modo coerente e de acordo com os estudos atuais sobre assistência ao Parto e as recomendações do Ministério Público e Organização Mundial da Saúde (que leva em consideração o respeito ao protagonismo da mulher e uma experiência respeitosa de nascimento, contra a realização de procedimentos invasivos sem indicação clínica). Hoje, infelizmente, sabemos de alguns Hospitais e Casas de Parto, obstetras, obstetrizes, doulas que vêm sofrendo uma restrição velada.
A manifestação dá continuidade a uma série de atividades que vêm ocorrendo desde 2012, quando foram realizados os primeiros protestos, com participação de 32 cidades. Este ano, o ato também será nacional e até agora 15 cidades já estão confirmadas.
Em São Paulo, a Marcha tem como principal objetivo cobrar celeridade da Justiça Federal no julgamento da Ação Civil Pública encaminhada pelo Ministério Público Federal em 2010 sobre número excessivo de cesarianas realizadas no sistema de saúde suplementar.
O Movimento pela Humanização do Parto afirma, ainda, que não é contra a realização de cirurgias cesarianas, mas considera que elas devem ser feitas apenas quando há risco envolvido e comprovado para mãe ou bebê e não de forma eletiva e fora do trabalho de parto, como tem ocorrido em todo país.
Em repúdio à decisão arbitrária em punir profissionais e Instituições que praticam a Assistência Humanizada ao Parto foi idealizada uma nova MARCHA. Entre as reivindicações, além da defesa pelo direito à liberdade de escolha, pela humanização do parto e nascimento e pela melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no país, também está a denúncia às altas taxas de cesarianas que posicionam o Brasil entre os primeiros colocados do ranking mundial. A frequência dessas cirurgias aumentou de 37,8% para 52,3% de todos os partos realizados entre 2000 e 2010 na rede pública e nos hospitais privados chegam à vergonhosa margem de mais de 80%. Os dados chamam atenção da Organização Mundial de Saúde, que recomenda que a taxa de cesariana, tanto na rede pública, quanto privada seja de apenas 15%. Além disso, a entidade alerta para o fato de que o excesso de cesarianas aumenta a mortalidade de mães e bebês.
Cidades onde haverá a Marcha pela Humanização do Parto
DIA 19/10/2013
 
ABC – Shopping ABC – Av. Pereira Barreto – Santo André – às 9:30h
Contato: Aline Melo (11) 98607-0826.
             Carla Capuano (11) 99435-4275
             Elis Almeida (11) 96990 6710
Araraquara – Praça Santa Cruz – às 9:00h
Contato: Mariana Tezini – (16) 982286517
Belo Horizonte – Lanchonete do Parque Ecológico Pampulha – 12hContato: Polly do Amaral (31) 9312-7399
Campinas – Largo da Catedral (Francisco Glicério) – às 9:30h
Contatos: Patricia Lopes – pathylopees@gmail.com (19) 9 8196 1324                              Gisele Leal – giseleleal1976@yahoo.com.br (19) 9 8186-1169
Curitiba – Boca Maldica / Rua XV – às 9:00h
Contato: Janaina – (41) 9925 1645  ou 9159 4545
João Pessoa – Em frente a Maternidade CLIM – às 9:00h
Contato: Livia Beatriz –  (83) 88468792.
Juiz de Fora – na UFJF – às 10:00h Contato: Soraya – grupoammajf@gmail.com – (32) 8899-2461
Londrina – Calçadão/em frente ao Chafariz – às 9:30h
Contato: Marilia Mercer: 9995-4469
             Juliana Carvalho: 9606-2217
Natal – Praça Civica – às 8:30h
Contato: Patrícia Cordeiro – ppcordeiro@gmail.com – (84) 8862.8449
               Gabriella Vinhas – gabriellacotta@gmail.com – (84) 91775567
Ribeirão Preto – Parque Luiz Carlos Raya às 10:00h
Contato: Marina Bagnara Fernandes – marinabagnarafernandes@gmail.com – (16) 9 9963-9614
Rio de Janeiro – Maternidade Maria Amélia – Rua Moncorvo Filho, 67 – às 10:00h
Contato: Ellen Paes – paes.ellen@gmail.com – (21) 8724-3139
Salvador – do Cristo ao hospital Português – às 14:00h Contato: Carolina Lube, (71) 8892-0758
São Paulo – Av. Paulista, 900 às 10:00h
Contatos: Ana Lucia Keunecke – 99200-1258 – anakeunecke@terra.com.br
               Fabiola Cassab – 99622- 3737 – fcassab@gmail.com
               Priscila Cavalcanti – 99466-7740 – pcacadvogada@gmail.com
Ubatuba-  Pista de Skate às 10:00h
Contato: Anna Gallafrio – anna.gallafrio@gmail.com – (11) 98537 0372
Vitória – Pracinha de Jucutuquara às 10:00h
Contato – Uiara Paris Benevenuto – uiaraparis@hotmail.com
Sorocaba-SP – Santa Casa de Misericórdia, às 9h
Contatos – Ariane Chiebao 15 98122-6989 contato@arianechiebao.com
                  Gleise Piva 15 98114-9450 – gleisepiva@yahoo.com.br
Porto Alegre/RS
Contato: Maria José Goulart- Zezé – (51) 91236136
 
DIA 20/10/2013
 
Belém – Praça da República – às 9:00h
Contato: Renata Aires – (91) 8103-9663
Esperamos você para marchar conosco pelo respeito humano e direito de escolha!

MOVIMENTO pela HUMANIZAÇÃO do PARTO

Estudo comprova benefícios do aleitamento materno no desenvolvimento cerebral dos bebês

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Um estudo utilizando imagens do cérebro de alguns bebês mostram que a amamentação melhora o desenvolvimento cerebral em crianças.

O aleitamento materno exclusivo produziu um melhor desenvolvimento cerebral em bebês comparado aos bebês que se alimentavam de fórmula x leite materno ou só de  fórmula.

PROVIDENCE, RI [Brown University]- Um novo estudo realizado por pesquisadores da universidade de Brown encontra mais evidências de que o aleitamento materno é bom para o desenvolvimento cerebral do ser humano.

O estudo foi feito por ressonância magnética em crianças com menos de 4 anos de idade. A pesquisa constatou que por 2 anos de idade, os bebês que haviam sido amamentados exclusivamente por pelo menos três meses de vida tiveram um maior desenvolvimento das partes mais importantes do cérebro (matéria branca) em comparação com as crianças que se alimentaram de fórmula ou com a combinação de leite materno x fórmula.

O desenvolvimento cerebral foi nas partes do cérebro associadas a linguagem, função emocional e cognição. (matéria branca)

Esse não é o primeiro estudo realizado que comprova os benefícios do aleitamento materno no desenvolvimento cognitivo de adolescentes mais velhos e adultos, mas é o primeiro que utilizou imagens de ressonância magnética em crianças jovens e saudáveis como comparação segundo o autor Sean Deoni.

Os resultados estão na revista Neurolmage e disponiveis online aqui 

Na pesquisa, foram analisadas 133 crianças em idades variadas de 10 meses a 4 anos. Todas as crianças tiveram tempo normal de gestação e famílias socio-econômicas semelhantes. Os bebês foram divididos em três grupos: aqueles cujas mães relataram aleitamento materno exclusivo por pelo menos três meses, aqueles alimentados somente com fórmula e aqueles que tiveram alimentação mista – fórmula e leite materno. Os pesquisadores compararam irmãos mais velhos para estabelecer a trajetória de crescimento da matéria branca em cada grupo.  O estudo também comparou os efeitos da duração do aleitamento materno. Os bebês que foram amamentados por mais de um ano, tiveram um maior desenvolvimento cerebral do que os bebês que foram amamentados por menos de um ano.

Segundo Deoni, o aleitamento materno exclusivo é absolutamente benéfico para o desenvolviemnto cerebral do ser humano.

Outros autores no estudo foram Douglas Dean, Irene Piryatinsky, Jonathan O’Muircheartaigh, Lindsay Walker, Nicole Waskiewicz, Katie Lehman, Michelle Han e Holly Dirks, que todo o trabalho com Deoni na imagem Lab Bebê. O trabalho foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde Mental.

Fonte – Brown University – Breastfeeding Benefits Babies’s brains – http://news.brown.edu/pressreleases/2013/06/breastfeeding

Texto escrito pela Ana Cristina Duarte

Ontem rolou no facebook o compartilhamento de um texto escrito por uma obstetriz que admiro muito, a Ana Cristina Duarte que postei aqui no Nascer Humano em Fevereiro com autorização da autora. Foi compartilhado pelo Mamatraca, um site bem bacana com informações para maternidade ativa e consciente. 

Muitas mulheres estão perguntando e confundindo esse blog com o da Ana Cris e não é.

A Ana Cristina Duarte criou uma seção em seu site do GAMA – Grupo de Apoio a Maternidade Ativa chamada “Palavra da Parteira” no qual ela reúne muitos textos bacana sobre gestação e parto. 

Temas como dilatação, mitos do cordão, parto humanizado, parto pélvico, parto domiciliar planejado e outros fazem parte do conteúdo informativo da seção.

Vale muito a pena conferir!

Ana Cristina Duarte  
 
Formação Acadêmica: Obstetriz (USP-EACH)

Atuação:
 Obstetriz, Educadora Perinatal, Palestrante na área de Humanização da Assistência ao Parto, Consultora.

Tel.
: (11) 9-9806-7090

E-mailduarte00@osite.com.br

Histórico
Mora em São Paulo, e tem 2 filhos, a primeira nascida de cesárea e o segundo de parto normal. Durante a primeira gestação, sem informações e nas mãos de um médico pouco adepto do parto normal, acabou sendo induzida a uma cesárea desnecessária.

Na segunda gravidez, trocando de médico, conseguiu o parto normal, que representou um resgate de sua condição feminina. Porém a experiência de ficar no hospital em trabalho de parto por mais de 12 horas, confinada e sozinha, sem entender o que estava acontecendo, foi desgastante.

Começou, depois do parto, a pesquisar livros e sites em busca de mais informações, conheceu vários profissionais atuantes dentro de um novo modelo de obstetrícia centrada na mulher. Juntando-se a outras mães montaram em 2001 o site Amigas do Parto, que busca oferecer informação de qualidade a gestantes e profissionais da assistência obstétrica.

Em 2002, junto a outras doulas, fundou o site Doulas do Brasil, que ajuda mulheres e profissionais de todo o país a conhecer esse tipo de trabalho.

Desde 1999 vem oferecendo a mulheres e casais grávidos informações, indicações de médicos, cursos, acompanhamento, enfim, tudo o que puder ser útil para uma mudança pequena porém gradual na forma como os bebês nascem neste país.

Formada em obstetrícia em 2008 pela USP/EACH, faz atendimento de pré-natal e parto domiciliar.

Seu site – www.maternidadeativa.com.br

A ansiedade da espera – Pródomos

O termo pródomos é derivado da palavra grega prodromos ou precursor. Pródromos são sintomas não específicos que antecedem um evento fisiológico.

Na gestação, os pródomos, ou período prodômico, são pequenos sinais demonstrando que o corpo da mãe e do bebe estão se preparando para um futuro trabalho de parto.

Estar em pródomos não significa que a mulher entrará em trabalho de parto no dia seguinte, esse evento pode durar semanas.

Esse período é caracterizado pela presença de contrações uterinas sem ritmos e de intensidade variadas. Podem ser dolorosas em alguns momentos ou só incomodas.

Essas falsas contrações, que também são chamadas de contrações de treinamento, não promovem a dilatação do colo uterino, mas ajudam na descida do fundo uterino, pressionando e direcionando o bebê na pelve materna. Esse evento pode ocasionar alguns desconfortos como dores na lombar, pressão na bexiga, sensação de peso no períneo e dores nas articulações do quadril, mas ainda não é o tão falado trabalho de parto.

Nessa fase, ocorre um aumento de secreção vaginal que pode vir como uma meleca acompanhada ou não de sangue. Esse é o tampão mucoso. Ele pode ser clarinho, quase transparente; pode ser meio esverdeado ou amarelado, mas a textura lembra um pouco o muco nasal. Ele pode sair um pouquinho por dia durante semanas ou um montão de uma vez. A perda do tampão também não significa um trabalho de parto em seguida, pode demorar semanas.

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Tampão mucoso sem vestígio de sangue

O colo uterino fica amolecido e mais curto ao toque vaginal, processo chamado de amadurecimento de colo.

Todo esse evento de pródomos pode demorar semanas e não tem como saber se a mulher entrará ou não em trabalho de parto em breve, pois os sinais são muito sutis, diria que são quase imperceptíveis se não fossem o desconforto das contrações de treinamento.

Pode acontecer da mulher entrar em trabalho de parto com colo grosso.  Esse colo será trabalhado durante as primeiras horas de contrações ritmadas. A regularidade das contrações, o intervalo entre uma e outra e a intensidade no qual ela se apresenta é o que caracteriza um trabalho de parto.

O trabalho de parto é um evento que tem uma regularidade. Ele vem como uma onda, começa fraquinho, aumenta a intensidade, matém um pico máximo de dor e vai passando gradativamente.

Alguns fatores psicológicos como a ansiedade e o medo podem atrapalhar o processo fisiológico do corpo.

Para quase todas as mulheres grávidas, o parto é considerado um momento de extrema importância, especialmente o momento específico em que têm oportunidade de tocar o seu bebe pela primeira vez (Garel, Lelong & Kaminski, 1988; Lee, 1995, cit. por Costa, Figueiredo, Pacheco, & Pais, 2003).

O parto é um evento que foge do controle racional, é um pulo no escuro que deixa muitas mulheres assustadas. Principalmente as que já são ansiosas por natureza.

Quando essa ansiedade é excessiva, podem surgir consequências como um parto prematuro/parto tardio ou distócias emocionais que atrapalham o processo fisiológico natural acarretando um pródomos longos e trabalho de parto irregular.

Identificar a causa da ansiedade é importante para que a mulher consiga lidar com esse período prodômico de uma maneira pacífica.

A yoga, massagens e a meditação são importantes nesse período e ajudam muito como um cuidado complementar do pré-natal.

Faça uma boa preparação de parto para entender o que irá acontecer nesse período.

Outra coisa que ajuda muito é lidar com os medos que antecedem o evento. Procure um especialista, converse bastante com seu médico, sua doula, sua psicóloga. Não esconda seus medos, fale abertamente sobre eles. O medo faz parte da gravidez, é natural.

Informe-se muito, sempre que puder! Converse com profissionais diferentes, frequente grupos de apoio a gestação, leia estudos científicos, livros e tudo que puder sobre gestação, parto, pós-parto. Esse é o melhor caminho para quem tem medo do desconhecido e quer entender todo o processo.

Saber lidar com as mudanças gerais em todos os aspectos faz parte do crescimento humano sadio. Permita-se!

Fontes – Clube dos Pais – Ansiedade Associada ao Parto – http://www.clubedospais.pt/page.php?id=864

Wikipédia – Prodomos – http://pt.wikipedia.org/wiki/Pródromo_(medicina)

CPDT – Centro Pré-Natal de Diagnóstico e Tratamento – http://www.cpdt.com.br/sys/interna.asp?id_secao=4&id_noticia=465